Em conversa por telefone com Jorge Messias, presidente declarou evitar atos religiosos em ano eleitoral; Flávio foi ao evento e falou em “guerra espiritual”
Messias, que representou o presidente no evento, publicou o vídeo do diálogo em sua página no Instagram. Sobre o motivo de sua ausência, Lula declarou: “Eu vou lhe contar porque eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada“.
O presidente afirmou estar feliz por ter sancionado a Lei 12.025 de 2009, que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus no Brasil. A proposta é do atual deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que na época era senador. O bispo declarou ser grato pela legislação. “Cuide bem do nosso bispo, Messias“, disse Lula na gravação.
FLÁVIO NA MARCHA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do governo nas eleições de outubro, participou da edição de 2026. O congressista foi ovacionado pelo público.
Flávio disse ainda que o Brasil vive uma “grande guerra espiritual”. “Nada melhor do que estar aqui para recarregar as baterias e orar pelas famílias brasileiras”, declarou.
Em 2019, Jair Bolsonaro (PL) tornou-se o 1º presidente em exercício a comparecer ao evento evangélico, que foi interrompido nos 2 anos seguintes por causa da pandemia de covid-19.
A Marcha para Jesus no Brasil teve sua 1ª edição em 1993, inspirada em uma mobilização homônima realizada desde os anos 1980 no Reino Unido. Em 2009, Lula, em seu 2º mandato, sancionou a lei que inseriu a celebração no calendário oficial do país. O petista nunca participou presencialmente da marcha.
Religião e Política: Os bastidores da Marcha para Jesus
A ausência do presidente Lula e a presença da oposição na Marcha para Jesus deste ano acenderam os holofotes sobre a relação entre fé e corrida eleitoral.
De um lado, a justificativa do Planalto; do outro, o tom de "guerra espiritual". Entenda os dois lados dessa moeda:
🏛️ O lado de Lula: "Evitar o proveito político"
Em conversa telefônica com o ministro Jorge Messias (AGU), o presidente Lula justificou sua ausência afirmando que busca evitar a participação em atos religiosos em anos eleitorais para não parecer que está "tirando proveito" da fé alheia.
A estratégia sinaliza um esforço para manter uma postura institucional e evitar desgastes ou acusações de oportunismo político junto ao eleitorado evangélico.
🏛️ O lado da Oposição: "Guerra Espiritual"
Por outro lado, a oposição marcou presença em peso. O senador Flávio Bolsonaro compareceu ao evento e discursou adotando uma narrativa forte, classificando o atual cenário político e cultural do país como uma "guerra espiritual".
📊 O Cenário
A Marcha para Jesus historicamente se tornou um termômetro político importante no Brasil. Enquanto o atual governo tenta calibrar sua comunicação com o público cristão sem parecer invasivo, a oposição reforça seus laços tradicionais com a base evangélica.
💬 E você, o que acha? Acha correta a postura do presidente de se afastar de eventos religiosos em ano de eleição para evitar o uso político, ou acredita que a presença de líderes de todas as vertentes seria importante?
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